sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Capítulo 69

 Foi a última visão que tive de Ian antes da explosão do carro. Senti meu corpo sendo arremessado pra longe e a perda dos sentidos me apagou


- Vanessa? - ouvi de longe - amor? - tinha medo de abrir os olhos e ver que estava alucinando, no entanto a dor no corpo indicou que era verdade. Levantei em um sobressalto 


- Onde está o Noah? - não liguei para os  cabos e curativos espalhados, se quer lembrava do ocorrido só meu filho vinha a mente. Fui abraçada


- Calma morena - relaxei um pouco sentindo Zac - ele está bem. O pegamos com a Rosa e agora estão em segurança - ele me olhou passando a mão pelo meu rosto


- E o Ian? Ele estava muito ferido - o vi abaixando o rosto e me assustei


- Zac?


-  Sinto muito - o silêncio foi mortal e seus olhos molhados já me deram a resposta 


- Ele se foi? - as lágrimas já desciam sem controle e a tristeza virou companhia


- Quando localizamos o carro o encontramos em cima de você desacordado - ele segurava minha mão e deixava a emoção fluir enquanto me contava -  Os paramédicos chegaram, mas não havia mais nada a ser feito - solucei desmoronando - ele foi atingido em cheio pela explosão e - parou um tempo - te protegeu Vanessa - colocou a mão no meu rosto - pelo que a perícia indicou não era possível haver sobreviventes 


Com ele abraçado a mim chorei incontáveis horas me lembrando a todo segundo da última vez que nossos olhos se encontraram. Seu rosto ferido e sua força para continuar, para no fim partir sem uma despedida ou uma piada de mal gosto. Já doia imenso e as lembranças de todas as risadas e bons momentos me atingiam como lanças 


- Eu só queria tirar essa dor de você amor - Zac me abraçava com força e suportava meus soluços quieto.


Os acontecimentos seguintes não me pouparam da tristeza de viver a vida sem o Ian. Acordar com o Noah chorando no meio da noite chamando pelo pai era meu pesadelo e nos primeiros dias foram frenquentes. Eu as vezes conseguia segura-lo e passavamos pela crise juntos, já em outras Zac era nosso suporte que nos abraçava e aguardava enquanto ambos chorávamos até apagarmos de exaustão.


Depois de estar recuperada fisicamente do acidente Zac me contou que Megan também havia sido atingida pela explosão e pelo laudos das perícias possívelmente em virtudade de seus machucados e vendo a situação ao redor tirou a própria vida com um tiro na cabeça. Nem com essa informação me sentia em paz. Noah não voltou para creche e eu agora não sabia administrar o medo de ficar sem medo. Até o fato do Zac ir trabalhar mexia com meu psicológico me deixando em pânico.


- Amor? - Zac entrou no quarto pela manhã com Nathan no colo 


- Oi?


- Tem um rapazinho desersperado por leite aqui - Nathan se jogou no meu colo e esses eram os momentos de alegria do meu dia. Quando os tinha por perto e preenchiam o vazio


- Vai trabalhar hoje? - estava dando o peito para o pequeno que ora brincava de morder e hora mamava 


- Chegaram algumas correspondências sobre a empresa do Ian e estão pedindo para que vá olhar  


- Não consigo - embarguei a voz - não dá


- Amor - ele se aproximou e eu ja chorava sendo observada pelos olhinhos do Nathan 


- É muito pra mim. Não tem um dia sequer que eu passe sem esperar meu celular tocar e ser ele. Eu quero que ele entre aqui, venha buscar o Noah e dê risada do susto que me deu - estava desesperada desabafando e soluçando- quero que o meu filho pare de chorar a noite e quero te-lo comigo para tomar uma taça de vinho enquanto eu falo sobre nossa vida. Eu não quero lembrar do seu rosto ferido e com dor tendo medo de não vir para casa. Ele não veio Zac - ele correu e me abraçou apertado - Não é justo, como ela pode ? - chorei mais ainda fazendo o Nathan chorar junto e o Noah acordar e vir para o quarto


- Amor


- Eu não quero mexer nas coisas dele, não quero sentir seu cheiro e não poder abraça-lo Zac. Eu se quer fui carinhosa com ele quando se abriu - solucei ficando sem ar e ele viu mais uma crise de pânico se formar


- Olhem pra mim - ele se esforçou para ter atenção dos três - o Ian sempre vai estar com você - segurou minha mão com força - ele foi seu héroi Noah e eu desconheço homem mais corajoso - vi seus olhos marejarem - ele deu a missão de cuidar de vocês a mim e confiou o seu legado a nós Vanessa. O Noah vai ser o homem que ele sempre sonhou que ele fosse! Ele vai estudar, ser honesto e ser a melhor versão de vocês. Hoje doí e eu gostaria muito de tirar tudo isso de vocês, mas não consigo - vi suas olheiras cansadas - eu só posso aguentar torcendo para que um dia você se sinta forte o bastante para lembrar que laços são atemporais e vocês estarão para sempre ligados - ficamos em silêncio enquanto eu me recompunha e administrava os dizeres


- Desculpa


- Não se desculpe vida, você continua sendo a mulher mais forte que já conheci - me abraçou e depois puxou Noah - e você campeão ganhou um anjo da guarda que vai estar te olhando em todos os lugares


- Meu papai?


- Isso! E nós dois vamos todos os dias visita-lo certo? Vamos contar todas as aventuras que tivermos para que ele fique feliz 


- Eu quero mamãe


- Não consigo fazer isso aqui - com um pouco de controle disse


- Tudo bem vida, nós nos mudamos. Vamos para qualquer lugar do mapa onde você sinta que possa recomeçar e que os meninos possam ter uma vida comum. Um passinho de cada vez, todo dia um pouquinho e eu tenho certeza que sairemos mais forte dessa 


- Mesmo?


- Eu amo vocês e jurei no dia nosso casamento que estariamos juntos em qualquer situação. Se você se sente sem um porto me use - ele me olhou - você pode me xingar, abraçar ou fazer o que quiser desde que compartilhe o que está sentindo - o abracei mais calma - nós estamos juntos e isso só foi possível pelo Ian


- Virou nosso guardião? - brinquei com uma imagem dele de anjo na cabeça 


- O melhor deles com certeza - ele sorriu limpando o meu rosto, do Noah e do Nathan - você não pode deixar os homens da sua vida sem direção rainha - eu ri com seu sorriso e gargalhada dos meninos


- Uma rainha bem capenga né?


- Não amor - tirou meu cabelo do rosto - uma rainha humana que dia após dia transforma nossos dias nos melhores - nos aninhamos até ter condição de levantar


Dois dias depois desse episódio fui a casa e empresa do Ian. Na empresa tudo estava alocado para quando o Noah crescesse e quisesse assumir a vinicola. Ian deixou tudo direcionado ao primogênito e deixou a direção da empresa com um amigo de longa data e sua esposa. Paul e Nina. Ambos extremamentes abalados demonstraram levar suas convicções adiante e foram surpreendidos ao serem designados ao cargo no testamento, mas Ian era assim, sempre surpreendente e convicto de suas escolhas. Respeitei suas vontades.


Já na casa foi dificil ver as xícaras com café e bagunças espalhadas. Era todo seu jeito arteiro exposto ali. Com muita emoção e calma Zac me ajudou a guardar tudo e direcionar seus utensílios para a mãe e doação


- Essa eu vou guardar


- Tem certeza? - me abraçou - é uma ótima foto


- Não que eu precise dela para me lembrar - sorri emocionada - mas ele estava tão feliz nesse dia que quero levar essa fisonomia comigo para sempre - derramei lagrímas e as sequei rapidamente


- Chore V, não tenha vergonha ou medo de demonstrar seus sentimentos. Um dia as lágrimas serão só de saudade  e não vai doer tanto


- Obrigada por estar aqui


- Sempre estar

ei amor - nos abraçamos e eu fiz questão de guardar a foto do meu eterno porto Ian.


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Capítulo 68

 - Você devia dormir um pouco - Ian


- Ela pode entrar a qualquer momento... quero estar preparada - disse enquanto Noah dormia no meu colo e Rosa cochilava sentada encostada na parede


- Estou com a sensação de que vamos ficar de castigo por essa noite 


- Minha preocupação agora é com o Nathan... ele odeia o bico da mamadeira e já passou da hora de mamar, e para ajudar meu seio também está pedrado - reclamei com desconforto


- Incrível como você sempre está pensando em alguém 


- Ser mãe é isso né?


- Sabe que não me referi somente a ser mãe, a algum tempo estava preocupada comigo. Mesmo eu não merecendo 


- Quem disse que você não merece Ian? O fato de estar confuso não muda o cuidado que sempre tive contigo


- Já ouviu a frase pessoas confusas machucam pessoas incríveis e pessoas incríveis se tornam confusas? Acho que nunca senti isso tão real como agora


- Vamos precisar de um tempo para entender e tratar esse sentimento que você tem, mas não vou deixar ninguém te fazer mal. Estou assustada e magoada com o fato de ter se declarado, mas ficaria pior em não te-lo por perto


- Mesmo?


- Um porto seguro rachado é melhor do que porto nenhum né?


- Talvez - ele riu tirando pela primeira vez aquele semblante triste - quando sairmos daqui prometo me remendar


- Por favor né... te tolero desde sempre sendo insuportável agora depressivo é outra história - ele riu de novo e eu me senti bem - escuta - ele me fitou - não acredite em nada do que a Megan disse. Você não é o resto - seus olhos marejaram - você é o pai desse princípe aqui que nos deu sentido na vida e é o grande heroí dele. Não permita se sentir menos do que especial e eu sempre vou estar com você - o encarei - só não esqueça que o Zac é meu homem e é por ele que eu perco os sentidos 


- Não vou esquecer e obrigado por isso viu? Por se importar - sorri apertando sua mão


- Você é incrível e logo vai achar seu rumo com alguém que de fato possa te corresponder


- Preciso ter pressa?


- Não, você precisa se dar uma chance - ele sentou do meu lado 


- Gostei disso. Uma chance - vi seu brilho no olhar voltar e me tranquilizei. O Ian estava perdido e não era de fato por amor, e sim pela ausência de quem o desse. Ele sabia que eu não era essa pessoa, mas alguém que colecionou decepções precisava se ancorar em algo, certo?  Ele entenderia que cada um tem seu tempo e aventuras e eu só confiava de que ele saberia encontrar as suas  - obrigado baby v


- De nada estorvo - sorri mínimamente com seu espanto e ele se levantou - o que vai fazer?


- Supreende-la quando entrar


- Ian isso pode ser perigoso


- Ela não tem mais força do que eu


- Verdade só tem uma arma e nosso filho no mesmo quarto


- Desculpa


- Se acalma, fazer algo perigoso sem sabermos o que cada pessoa aqui pode fazer é complicado. Não da para ter certeza da nossa reação. A minha, da Rosa, Noah e inclusive você. Se algo não sair como planejado alguém se machuca na certa - a porta abriu de forma brusca


- Nisso eu concordo com você - apontou a arma pra mim - levanta todo mundo - Noah acordou chorando - melhor calar a boca desse piralho por que eu estou sem paciência - notei sinais de estress excessivos nela e dei um jeito de acalmar o Noah enquanto levantava


- Vai nos levar pra onde? - Rosa 


- Você vai ficar com essa criança e eu vou dar uma voltinha com os pais dele - engoli em seco tremendo ao entregar meu filho novamente pra Rosa


- Vamos ficar bem querida - ela sussurou pegando ele que chorava querendo voltar ao meu colo


- Anda, inferno - deixei ele dando um beijo em sua bochecha, ela nos algemou e fomos para um carro onde ela prendeu Ian na porta e me fez ir no banco de trás. Estando escuro e no meio de uma estrada desconhecida tentei me concentrar em algum ponto que indicasse onde estávamos até ouvir - desce do carro


- Como?


- Além de vagubunda virou surda? Eu mandei descer - tirou da lateral do carro uma faca e foi precisa no meu braço - olha só, a bonequinha sangra - pressionei os olhos com dor e vi Ian tentando se mexer sendo machucado na perna  - Foi a última vez que você me atrapalhou Vanessa. DESÇA - meio tonta desci e vi o carro se distânciar. Não entendi se a inteção era me deixar no meio do nada machucada só senti um frio na espinha subir ao pensar que algum animal silvetre podia estar a espreita e me atacar sendo atiçado pelo cheiro do ferimento. Fiquei parada tentando me dar senso até ver aqueles faróis ficando grandes 


- PULA VANESSA - era a voz do Ian desesperada, forçando a vista vi uma briga interna pelo reflexo do vidro  e sim eu pulei pra desviar do veículo que vinha com tudo. Era um barranco muito íngrime e ao rolar pra baixo muitas pedras e galhos me machucaram. Cheguei ao solo plano sem saber que lugar do meu corpo doia mais e só consegui levantar quando ouvi o carro descendo ladeira abaixo. Me apavorei vendo o mesmo capotar e destruir o terreno por onde passava. Estava com aquelas malditas algemas e com movimentos limitados com as pernas machucadas, mas só pensei em me aproximar e tirar o Ian lá de dentro


Indo o mais rápido que conseguia percorri uma distância até longa sendo guiada pelo farol que indicava onde estavam, assim como os gemidos de dor


- IAN - estava perto e queria ouvi-lo, meu coração estava tão acelerado que se ele não respondesse o colapso seria eminente 


- Aqui - consegui chegar me agachando em frente ao carro  capotado. Ele estava muito machucado e me preoupei com que poderia fazer - não consigo me mexer


- Fica falando comigo. Tenho que dar um jeito de arrancar essa porta - tentei chutar com os pés e gritei de dor e raiva ao não conseguir se quer move-la - onde ela está? - abaixada tentava ver a Megan


- Não sei,  V você tem que procurar ajuda, estamos algemados e não vamos conseguir muito - notei uma perfuração no seu abdomên e fiquei tensa vendo seu empalidecer 


- Não tenho tempo Ian, você precisa me ajudar 


- Sobe o barranco e tenta ajuda na estrada


- Não consigo - comecei a chorar desesperada vendo o sangue e minha inutilidade 


- Tá tudo bem baby V - ele estava ficando sonolento 


- A gente tem que ser daqui. O Noah está esperando a gente 


- Acho que não consigo V - falou  fraco e eu peguei toda força em conjunto com a fé para dar um chute que soltasse a porta travada. Depois de algumas tentátivas consegui e ouvi seus murmúros de dor- vem eu te ajudo a carregar a porta - tirar a porta foi só a parte facíl, com ele algemado e ferido não podia pedir para que tentasse se soltar - o banco esta prendendo minhas pernas 


- Deixe-me ver - me coloquei parcialmente dentro do carro tentando achar a alavaca e puxar o banco para trás. O cheiro da gasolina começava a ser sentido e sua consciência denunciava que não tinha muito tempo. Braços extendidos e presos na esperança de conseguir - achei


- Puxa - de novo a voz fraca  - vou puxar o ar para te dar espaço 


- Certo, respira - senti tocar a alavanca, mas fui puxada com tudo para fora sem tempo de me defender das agressões de Megan que não sei de onde apareceu 


- Por que você não morre? - sua fúria estava insana e eu pouco podia fazer. Virei meu corpo e a ouvi gritar. Com a visão turva notei que estava muito machucada e seu rosto em carne viva. Forcei meu corpo contra sua pele machucada e consegui me soltar quando uma chama se formou perto do carro


- Megan precisamos tirar o Ian de dentro


- Você não vai vencer


- O Ian está lá dentro, precisamos ajuda-lo - tentava chamar sua razão


- Ele é meu


- Ele vai morrer se não o tirarmos de lá - chorei na sua frente - me solte para que possa ajuda-lo


- Se ele não me quer e estava disposto a se dar uma chance é um fim merecido 


- Megan - vi ela se abaixando e corri para tentar puxar a alavanca antes que o carro todo fosse tomado pelo fogo - ouvi um disparo e vi que ela estava desnorteada para me acertar. Me concentrei em puxar o banco e consegui vendo Ian quase desmaiado - Ian mais um pouquinho


- Não vou conseguir V - o puxei com muita dificuldade 


- Vai sim, nós vamos. Pelo Noah - o fitei - só mais um pouco - sorri em meio ao caos 


- Meu filho? - ele voltou a raciocinar 


- Precisamos voltar pra ele - ele concordou e puxou as algemas se soltando da porta. Entre chamas e Megan recarregando o apoiei para andar, sem poder esquivar senti um tiro raspão na perna nos fazendo cair - IAN - gritei quando ele se projetou na minha frente e foi ferido

domingo, 10 de agosto de 2025

Capítulo 67

 - Entrem no carro 


- Megan melhor resolvermos isso de forma tranquila, já viemos até onde pediu, cadê o Noah? 


- Calado Ian, entrem agora ou jamais saberão - nos olhamos com receio, e ele segurando minha mão esperou alguma atitude. Só acenei para entrarmos 


- Sem gracinhas Ian, qualquer sinal de resistência indica que acabou com a vida do seu filho 


- Não vou tentar nada - entramos e o silêncio no início da viagem foi mortal. Megan nos levou para algum túnel, nos fez trocar de carro e colocarmos venda nos olhos para seguir com o trajeto que se tornou desconhecido desde então. 


- Desçam - ao sair esperamos alguma nova ordem indicando que pudéssemos tirar a venda e foi só ouvir a voz do Noah para eu não me importar com nada e arrancar aquilo do meu rosto. O avistei dentro de uma casa na janela chorando nos chamando e corri até lá encostando minha mão sobre a dele pelo vidro 


- Vai ficar tudo bem meu amor, se acalme - tentei não chorar, mas falhei. Ele estava bem. Assustado, mas aparentemente sem machucados físicos - eu já vou te pegar 


- Da próxima vez que você se mexer sem que eu peça estará morta - engoli em seco sentindo o revólver nas minhas costas. Me levantei com cuidado e me virei a fitando com toda a raiva que tinha. Meu filho já tinha passado por muito para ainda ter que ver essa cena com a mãe. Impus alguma coragem a meu corpo e fiquei firme sem responder - a barbezinha está com raiva? 


- A barbezinha aqui prefere resolver isso como adulta, mas a flor do jardim se esconde atrás de uma arma, assim como escondeu-se a vida inteira dentro da empresa. Sua personalidade é falsa, acha que vai me acanhar me ameaçando? 


- A você não, mas é só virar o alvo para ele que seus olhos denunciam desespero - ela o fez e o ar faltou 


- Megan - Ian 


- NÃO A DEFENDA IAN - ficamos quietos e vi Rosa tentando acalmar meu filho. Por tudo fiquei feliz que ela estivesse bem - depois daquela declaração horrorosa estou repensando ainda se você vale a pena - colocou a mão no rosto dele o acariciando - você é cego por ela assim como o Zac 


- Isso é mais profundo do que parece - Ian 


- Profundo? Dois homens otários que vivem a sombra de alguém que os manipula - suspirei cansada de ser atacada - O Zac ainda saiu na vantagem e acabou levando algo dela, mas e você, o que restou? Ser o ex? Em que papel você se coloca para se humilhar tanto assim por essa mulher? - olhei Ian e vi sua dor ao ouvir as palavras ácidas de Megan - me agradeça por ainda o querer 


- Pode soltar o Noah agora? - Ian 


- Entrem. Vocês vão ficar com ele enquanto organizo nossa saída desse lugar? 


- Nossa? 


- Claro, você vai comigo - ele concordou. Assim que entramos o pegamos no colo e pela primeira vez respirei aliviada. Em uma sala com uma cama pequena estávamos os quatro em silêncio 


- Desculpe Rosa, pela situação -Ian 


- Que isso Sr. Somerhalder, estar com o Noah e poder protege-lo enquanto vocês não viam deixou as coisas mais brandas 


- Ela te machucou? -Ian 


- Não. O jogo e tortura eram com o Noah - nos olhamos - ele é muito inteligente e soube se comportar muito bem - ela sorriu e eu só apertei meu bebê no colo, sentindo Ian se aproximar 


- Você foi muito corajoso campeão. Estou orgulhoso de você - bagunçou seu cabelo e se sentou do nosso lado tendo ele no nosso meio 


- Quero ir para casa papai 


- E vai, só falta um pouquinho - me olhou e ficamos em silêncio com ele no colo até que adormecesse 


- É a primeira vez que dorme - Rosa disse aparentemente esgotada 


- Tive tanto medo pensando nele sozinho 


- O garotinho é bem resolvido! - respirei também sentindo o cansaço bater 


- Ian 


- Hum? 


- Sobre o que ela disse mais cedo - me interrompeu 


- Está tudo bem Vanessa 


- Sabe que nunca quis te magoar 


- Não se trata de mágoa - ele sorriu triste - mas não precisamos mais falar sobre isso. Vamos nos concentrar só em tirar o Noah daqui okay? 

- Se serve de alguma coisa não quero que vá com ela 


- Não precisa se preocupar com isso, só garanta que o Noah não me esqueça - senti a garganta fechar e os olhos marejarem - se eu tiver que me afastar para que ele fique bem, não vou nem pensar - tive medo de parece

r fraca


- Ela só faz ameaças


- Vamos ter que arriscar para saber